
Seguro, IPVA, licenciamento, combustível, manutenção, multas, estacionamentos... Ufa!
A lista é bastante grande e a despesa com o carro pode passar de R$ 12 mil ao ano, segundo os cálculos do educador financeiro e coordenador do Instituto DSOP, Reinaldo Domingos.
Para ele, o primeiro passo é entender que o carro é um bem de consumo e não um investimento. Nesse ponto, já entra na planilha de custos um item que poucas pessoas consideram: a depreciação do veículo.
Se o carro custou R$ 30 mil, por exemplo, uma estimativa conservadora avalia que ele perde 10% do seu valor anualmente. Ou seja, todos os meses, o motorista gasta R$ 250 sem sentir. Segundo Reinaldo, “Você pode até valorizar seu carro e achar que ele vai ficar para sempre novinho, mas o mercado não valoriza”, diz Domingos.
Abrir mão dessas despesas mensais foi uma das decisões recentes de Maria Silva, professora universitária aposentada. Ela percebeu que gastaria menos andando de táxi do que com as despesas do seguro, do combustível e dos estacionamentos. “Para ir ao médico eu gastava entre R$ 5 e R$ 12 só de estacionamento. Hoje, com o táxi, gasto menos que isso”, comenta Maria.
Porém, a aposentada ressalta que, antes de decidir vender o carro, ligou para as empresas que prestam serviço de táxi, fez um levantamento dos gastos e calculou se valeria a pena. Na época em que dava aulas em três lugares diferentes da cidade, Maria lembra que vender o carro não seria um bom negócio.
Se decidir manter o carro, Domingos aconselha que a renda mensal seja comprometida em 20%, no máximo, com os gastos com o carro, isso se o veículo estiver quitado. “Mas não é assim que acontece. As pessoas estão comprometendo até 50% do que ganham com os gastos do automóvel e suas prestações. É um direito de todos querer ter um carro, mas as pessoas devem ter consciência desses gastos para não ter um desequilíbrio financeiro”.
Fonte: Ibahia
Amigo do volante!
12:01
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